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Contabilidade de custos, qual a importância para o meu negócio?

A contabilidade de custos te ajuda a responder muitas perguntas que aparecem diariamente na sua empresa.

Alguns exemplos: é possível dar aquele desconto para um cliente fiel? Se for, qual o máximo de desconto possível em cada item da venda para que ainda haja lucro?

E mais: quantos itens de um determinado produto você tem que vender mensalmente para que ele seja realmente lucrativo? Há produtos que você deveria deixar de comercializar por serem caros de produzir se comparados com o preço final?

Neste artigo vamos te mostrar a melhor maneira de responder a essas perguntas e ainda ter um controle de custos muito melhor, produzindo e vendendo os produtos certos pelo preço certo. Acompanhe até o final:

O que é contabilidade de custos

A palavra “custo”, no vocabulário das empresas, não quer dizer a mesma coisa que gastos ou despesas.

Toda vez que você ler essa palavra escrita aqui, saiba que nos referimos ao dinheiro que você gasta para produzir aquilo que vende.

Assim, se você é dono de uma fábrica de roupas, por exemplo, você usa máquinas e ferramentas na fabricação e precisa de matéria-prima (tecidos e tinta, entre outros).

As máquinas, por sua vez, gastam energia elétrica para produzir a roupa, então sua conta de luz também é um custo.

Por outro lado, se você tem funcionários para manter um site, alguém que trabalha na parte de marketing, vendas online ou divulgando sua marca nas redes sociais, o valor que paga a eles não é um custo e sim um gasto.

Eles te ajudam a vender o seu produto, mas não atuam na produção dele.

E a contabilidade de custos nada mais é do que uma forma de conhecer e ter controle sobre os custos de produção de cada item que você vende, racionalizando-os e tomando as melhores decisões para ganhar o máximo nas vendas, gastando o mínimo.

Por que fazer

A contabilidade de custos não serve apenas para ter na ponta da língua a resposta para as perguntas que fizemos no início deste texto.

Ela é, também, uma forma importante de acompanhar a evolução contábil do seu negócio.

Afinal, o seu produto é uma espécie de termômetro da empresa como um todo: se o valor que você cobra por ele aumenta e as vendas se mantêm, bom sinal. As pessoas reconhecem a qualidade e acham justo pagar mais.

Ou então, se você tem vendido cada vez mais e, por isso, pode baixar o preço final — o que significa que a produção se tornou relativamente mais barata por causa da quantidade — isso é outro indício de que as coisas vão bem.

Com o passar dos anos, você pode comparar esses números e, a partir deles, ter um diagnóstico preciso da evolução patrimonial, financeira e contábil da sua empresa.

Quais são os tipos de custos

Agora que você já sabe que os custos são o que você gasta na produção daquilo que vende, vamos entender melhor as categorias em que eles podem ser divididos:

Custos diretos

Esses são os mais fáceis de identificar. Na loja de roupas que usamos como exemplo, o tecido e a tinta seriam custos diretos. Isso porque eles têm uma relação direta com o produto.

Quanto mais roupas você produzir, aliás, maior será o seu gasto com esses itens. Por esse motivo, os custos diretos podem ser chamados também de custos variáveis.

Custos indiretos

Os custos indiretos são gastos que você tem com o seu produto, mas que não se relacionam diretamente com ele.

Por exemplo: se você tem um funcionário que supervisiona cada etapa da produção das roupas, o salário dele é um custo indireto.

Mesmo que a produção diminua ou aumente, o pagamento dele permanece o mesmo – claro, se você paga comissão, ela não entra aqui.

Como os custos indiretos não variam com o aumento e diminuição da produção, eles costumam ser chamados também de custos fixos. Outro bom exemplo deste tipo é o aluguel.

Como fazer essa contabilidade

Prepare papel e caneta, pois agora vamos te ensinar um passo a passo para fazer a sua contabilidade de custos.

Para que tudo fique bastante concreto, vamos realizar esse cálculo utilizando o exemplo da loja de roupas de que falamos anteriormente.

Imagine que você é o proprietário dessa loja e que ela só produz camisas.

É claro que esse exemplo é absurdo, pois lojas de roupas produzem vários itens como calças, meias, luvas, etc. Mas a ideia é simplificar a conta para que você a entenda bem e possa aplicar nos outros itens, numa situação real.

Pois bem: como saber se vale mesmo a pena produzir esse item?

Liste todos os custos

A primeira etapa da contabilidade de custos é saber tudo que você gasta para produzir suas camisas. Seja bem detalhista e não tenha pressa.

Uma dica para não esquecer nada é ficar uma semana ou um mês inteiro com um caderninho na mão, anotando todos os custos que aparecerem. É uma tarefa cansativa, mas que só será feita uma vez.

Suponhamos que esta seja a sua lista:

  • Aluguel: R$2.000
  • Conta de luz: R$1.000
  • Conta de água: R$300
  • Salário do funcionário: R$2.000
  • Matéria-prima (tecidos, tinta, linha de costura etc): R$5.500
  • Depreciação (máquinas que dão defeito pelo uso ou ferramentas que se desgastam e precisam ser trocadas): R$400

Separe os custos diretos

Muito bem. Da sua lista de custos, quantos são diretos? Lembre-se da melhor forma de fazer essa diferenciação: os custos diretos sempre vão aumentar ou diminuir proporcionalmente à quantidade de camisas que você produzir.

No nosso exemplo, são estes:

  • Matéria-prima: R$5.500
  • Conta de luz (quanto mais tempo as máquinas ficarem ligadas, maior a sua produção e maior a conta de luz, por isso esse custo é direto): R$1.000
  • Depreciação: R$400

Custos diretos totais: R$6.900

Compare o custo direto com o preço de venda

Vamos supor que você venda 200 camisas por mês e que cada uma custe R$80. Isso significa que o seu faturamento é de R$16.000 mensais (R$80 x 200 = R$16.000).

Agora, vamos calcular a sua Margem de Contribuição. Ela é simples de calcular e é um dado muito importante para a contabilidade de custos. Sua fórmula é simples:

RECEITA – CUSTO DIRETO = MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO

Ou seja: R$16.000 – R$6.900 = R$9.100.

Pronto. Agora você sabe que tem uma receita mensal de R$16.000 e o seu custo direto mensal é de R$6.900. E também sabe que a sua margem de contribuição é de R$9.100.

Ou seja, você tem um faturamento maior do que o custo direto para aquele item, o que é ótimo.

Se não fosse assim, esse já seria o primeiro erro constatado na sua contabilidade de custos. Afinal, se o faturamento é baixo e o custo direto alto, significa que a sua margem de lucro é baixa. E ainda nem incluímos os custos indiretos.

É isso que vamos fazer agora:

Custo indireto, custos totais e ponto de equilíbrio

Estes são os seus custos indiretos:

  • Aluguel: R$2.000
  • Conta de água: R$300
  • Salário do funcionário: R$2.000

Custo indireto total: R$4.300.

Somando os custos diretos e indiretos você tem o seu custo total, que é de R$11.200 (R$6.900 + R$4.300 = R$11.200).

O último valor que é interessante saber é o ponto de equilíbrio. O ponto de equilíbrio é quanta mercadoria você deve vender apenas para pagar os seus custos. Ele é calculado assim:

CUSTO INDIRETO / (RECEITA – CUSTO DIRETO) x 100 = PONTO DE EQUILÍBRIO

No nosso exemplo ficaria assim:

R$4.300 / (R$16.000 – R$6.900) x 100

Uma vez que o resultado deve ser uma fração ou uma porcentagem, o valor do seu ponto de equilíbrio seria de 47,25%.

Ou seja, menos da metade das suas 200 camisas (mais precisamente 94,5 camisas ou R$7.560, se fizer questão de precisão absoluta) devem ser vendidas num mês para que você não tenha prejuízo.

Como dissemos, simplificamos ao máximo esse cálculo para que ele ficasse mais fácil de compreender.

A ideia é que você o aplique a cada um dos produtos que vende (use como custo direto apenas aquilo que é gasto para produzir cada produto) e você terá a contabilidade de custos completa da sua empresa.

Conclusão

Calculando assim, você sabe exatamente quanto cada produto representa para a sua empresa em vendas e receita. E é possível evitar aqueles itens cujo preço final é baixo se comparado com o preço de produção.

E também precificar melhor, já que agora entende o valor que deve estar embutido em cada unidade que produz.

Junte esses números durante alguns anos e você vai saber muito bem como a inflação incidiu sobre suas vendas, como o preço da matéria-prima oscilou e se isso influiu negativamente no seu preço final, ao longo do tempo.

Se for detalhista e disciplinado na sua contabilidade de custos sua empresa, ainda que pequena, vai tomar as decisões certas, usar bem os recursos e conquistar um lugar de destaque no segmento em que se insere!

Fonte: https://saiadolugar.com.br/

Tudo o que você precisa saber sobre REFORMA TRABALHISTA

 

A reforma trabalhista está promovendo mudanças significativas no regime de contratação. Veja aqui como essas alterações interferem na relação de pequenas empresas com seus empregados.

Recentemente o congresso aprovou uma ampla reforma trabalhista. As mudanças foram sancionadas pelo presidente Michel Temer no último dia 13 de julho, e entram em vigor a partir de novembro — que é quando termina o prazo legal de 120 dias para a implantação do novo dispositivo.

A ideia é a de que, até lá, empregadores e empregados entendam bem o que muda de fato, seja em contratos novos ou em contratos já firmados. Como já existem muitos conteúdos tratando das alterações sob o viés das grandes empresas, este artigo é para orientar você, empreendedor(a), que é responsável por uma startup ou por uma scale-up (empresa de crescimento contínuo).

Afinal, a reforma traz mudanças que vão impactar diretamente a sua operação. E é fundamental que você as conheça para tirar o melhor proveito delas.

O que muda para as pequenas empresas?

O fato é que não há, na reforma, uma distinção entre portes de empresas. Mas o que resulta proveitoso para quem é responsável por um pequeno negócio é algo que, de certa maneira, é proveitoso para todos: a flexibilização de forma. Você deve ter ouvido críticas a respeito dessa flexibilização, de como ela implica a revogação de determinados direitos dos trabalhadores. Mas isso é equivocado: o que muda é a forma como esses benefícios serão assegurados, que comporta uma variação que antes não existia.

A meu ver, a flexibilização é especialmente benéfica para pequenas empresas. Para o modelo de negócio que está em desenvolvimento, a inflexibilidade era um tremendo desafio. O modelo de contrato era muito rígido e universal; uma grande empresa tem mais recursos para se ajustar a regras que não são tão favoráveis. Mas o empreendedor era muito mais sensível.

Por exemplo: a compensação de jornada de trabalho. Agora, há a possibilidade da compensação em regime de banco de horas individual ser feita em até 6 meses (antes só poderia ser semanal). Isso significa que o pequeno empreendedor tem a possibilidade de fazer um banco de horas sem ter que depender de sindicato para o qual nem sempre uma pequena empresa será prioridade. A pequena empresa pode conseguir acordo de compensação de jornada mediante um acordo individual, o que é muito mais dinâmico e eficaz. A questão do trabalho remoto também foi abordada: até hoje não havia regulamentação específica, o que causava dúvidas e insegurança, e agora há uma regulamentação específica.

Outro desafio que a legislação antiga para o empreendedor dizia respeito à contratação de executivos. Era muito difícil para empresas de menor porte competir com as grandes multinacionais nesse campo. Mas, agora, há uma série de dispositivos novos que possibilitam a autonomia de vontade em certos contratos de trabalho — podendo haver até cláusula de arbitragem. Isso proporciona maior amplitude de negociação entre empresas e empregados — o que também beneficia os empreendedores.

Enfim, de modo geral, a flexibilização concede, ao pequeno empreendedor, maiores possibilidades de conferir eficiência à gestão a partir da força de trabalho.

O QUE MUDA EM QUESTÕES COMO FÉRIAS, BANCO DE HORAS, JORNADA DE TRABALHO, IMPOSTO SINDICAL E HOME OFFICE?

Vamos lá!

Férias

Regra atual: Fracionamento das férias limitado a casos excepcionais, no máximo em dois períodos, nenhum dos quais pode ser inferior a 10 dias e não sendo permitido o fracionamento para empregados menores de 18 ou maiores de 50 anos.

Nova regra: Institui que férias poderão ser fracionadas em até três períodos. Um período de no mínimo 14 dias, e nenhum período inferior a cinco dias. Menores de 18 anos e maiores de 50 podem fracionar férias. Veda o início das férias no período de dois dias que antecede feriado ou dia de repouso semanal remunerado.

Banco de horas

Regra atual: É obrigatória a negociação com o sindicato, limitada a um período de no máximo 12 meses.

Nova regra: A negociação ocorre por acordo individual escrito com o empregado, limitado ao prazo máximo de seis meses. A negociação com o sindicato permanece, limitado ao prazo de 12 meses. Horas extra habituais não descaracterizam o banco de horas.

Jornada de trabalho

Regra atual: Possível mediante negociação com o sindicato.

Nova regra: Pode ser negociada diretamente com o empregado.

Contribuição sindical

Regra atual: Obrigatória e equivalente a 1 dia de salário por ano

Nova regra: Estabelece que as contribuições sindicais dos empregados passarão a ser voluntárias mediante autorização expressa do empregado. E que a contribuição sindical da empresa também será opcional.

Trabalho remoto/home office

Regra atual: Não há previsão legal.

Nova regra: Regulamenta a atividade como trabalho predominantemente fora das dependências do empregador. Estabelece contrato escrito. Institui que a responsabilidade pelo fornecimento e manutenção de equipamentos de TI e pelo reembolso de despesas do empregador ao empregado deve ser definida no contrato escrito. Estabelece a possível a mudança de sistema (presencial para home office e vice-versa) por mútuo acordo ou, no caso de mudança do sistema de home office para presencial, por imposição do empregador.

Falando sobre acordo sindical: o que muda de fato?

A principal mudança proposta pela reforma é a revogação do imposto sindical. Isso acabou. Mas o mecanismo pelo qual a negociação ocorre permanece o mesmo. Não há uma mudança jurídica nas relações sindicais. Os sindicatos continuam “valorizados”, porque determinados acordos dependem deles.

As negociações continuam do mesmo modo que sempre foram. Continua existindo a convenção coletiva, estabelecida entre entidades patronais e sindicatos que se reúnem a cada ano para ao menos discutir reajuste salarial. As determinações incluem todos os trabalhadores de um determinada atividade em um determinado território e as empresas dentro do mesmo contexto.

Mas com a reforma ganha relevo, também, o acordo coletivo, estabelecido entre uma empresa e um sindicato. O que é benéfico aos empreendedores.

Tome, como exemplo, o setor de tecnologia. Temos startups e pequenas empresas, e as grandes: é o mesmo sindicato que representa todos os trabalhadores. É muito difícil imaginar que esses trabalhadores tenham todos as mesmas necessidades. Haverá necessidades de cláusulas de contrato que interessam mais a grandes empresas, outras a menores.

Assim, o acordo coletivo permite que uma determinada empresa vá ao sindicato apresentar uma necessidade (banco de horas, por exemplo). Esse acordo pode ser feito entre a empresa e o sindicato.

O desafio da relevância nas negociações com sindicatos

Uma consideração que eu gostaria de fazer diz respeito à relevância das pequenas empresas nessa negociação com sindicatos. É uma questão delicada: como o pequeno empresário com dez empregados se torna tão relevante quanto uma empresa com muito mais empregados? O impacto social de um acordo coletivo é maior do que aquele com poucos.

Fica a impressão de que, embora o pequeno empreendedor possa ir diretamente ao sindicato, seja mais provável que ele ainda vá “de reboque” nas convenções. Assim sendo, uma alternativa interessante é o acordo de compensação individual de 30 dias ou o banco de horas individual.

De que forma os empreendedores podem se beneficiar com essas mudanças?

O empreendedorismo se beneficia na medida em passa a poder ajustar o contrato de trabalho à sua realidade de negócio. A reforma corrige uma extemporaneidade, que era o pressuposto de que todos os negócios são iguais, ou de que todos os empregadores têm os mesmos desafios.

Assim, a grande virtude da reforma é permitir algumas customizações do contrato. Flexibilizar, nesse caso, não implica perda de direitos. O que muda é como isso será definido.

Fonte: https://endeavor.org.br

Os maiores desafios de quem começa a empreender | Parte1

 

Quer ter seu próprio negócio, mas não sabe como irá superar os obstáculos da vida empreendedora? Aprenda com quem já passou por isso:

A vida de quem tem um negócio é cheia de obstáculos – especialmente no começo da empreitada, quando a falta de prática na administração de empreendimentos é mais latente. Diante de tantos desafios, muitos abandonam o sonho de serem seus próprios chefes.

Mas não tem de ser assim. O melhor antídoto para a falta de experiência no mundo dos negócios é anotar os conselhos de quem já errou: outros empreendedores.

Por isso, reunimos grandes obstáculos de quem começa a empreender, com depoimentos de empreendedores reais com empreendimentos reais. Eles também relataram qual foi a solução encontrada para superar a adversidade e continuar com o negócio.

Dividimos em duas partes, Confira, a seguir,  quais são os 6 maiores desafios de quem está começando a empreender:

1 – Lidar com a solidão e a inexperiência

Muitos empreendedores citaram a falta de experiência ou de conhecimento como um grande desafio na hora de começar a empreender.

Vários, por exemplo, não sabiam como gerir as diversas áreas de uma empresa. “As maiores dificuldades para empreender surgem da falta de experiência ou de conhecimento especifico sobre a vastidão de temas que envolvem uma organização, do desenho de processos até detalhes do sistema tributário”, afirma Ana Cecilia Navarro, sócia da marca de roupas Dra Cherie.

Outros empreendedores citaram a falta de experiência em seu próprio ramo de atuação. “O maior desafio era que não possuíamos experiência anterior em empreendedorismo no segmento de internet”, conta Fernando Cymrot, do e-commerce automotivo Canal da Peça.

A solução encontrada por todos foi parecida: ler muito para aprender sobre o assunto e procurar mentores – pessoas que já passaram por situações similares e que podem transmitir seus conhecimentos e experiências, além de acompanhar os passos do seu negócio.

Outra solução é apostar na experiência dos seus próprios funcionários – desde que haja o plano de que esse conhecimento seja repassado para mais pessoas da equipe, evitando a dependência. Foi o que fizeram Daniel Luco Navarro e Gustavo Brunello, sócios-fundadores do negócio de alimentação LuccoFit.

“A solução encontrada foi se aliar a profissionais de qualidade, como cozinheiros e nutricionistas, que se identificam com a empresa e estavam dispostos a crescer juntos, dando o direcionamento e aperfeiçoando nossos processos”, contam os empreendedores.

2 – Abandonar de vez a vida de funcionário

Um desafio comum a quem quer abrir sua própria empresa é enfrentar o medo de abandonar a vida de funcionário. E a melhor solução para superar o receio é se cercar de uma rede de apoio e troca de conhecimento.

“A ‘solidão’ do empreendedor foi um grande desafio: não ter a estrutura corporativa que muitas vezes suporta com treinamentos, projetos e coaching fez com que eu me sentisse um pouco sozinho no início. Para superar estes desafios e não deixar que atrapalhassem o desenvolvimento do negócio, busquei na rede de amigos e de colegas empreendedores a ajuda necessária para aprender rápido sobre temas de startup”, conta Marco Zolet, CEO e fundador do Supemercado Now.

“Assim como eu, muitos empreendedores vieram de cadeiras corporativas e, em algum momento em suas vidas começam a empreender. Porém, o modelo mental ainda está preso no antigo mundo”, concorda Glauco Della Veja, fundador do negócio de networking República de Negócios.

“A solução para mim foi fazer uma formação voltada a negócios, liderança e empreendedorismo e também fazer um tour com vários empreendedores. Fiz muitas conversas e visitei muitas empresas.”

3 – Saber quando deixar de planejar e partir para a ação

Muitos empreendedores enfrentam o desafio de saber quando parar de refinar um produto e lançá-lo no mercado – especialmente no caso das startups, em que o timing é essencial.

“Aprendi que o planejamento em excesso pode matar a empresa. Um dos principais desafios no início foi encontrar o balanço certo entre planejamento e execução”, conta Gustavo Fuga, empreendedor da 4YOU2, negócio de cursos de idiomas a preços acessíveis.

“Durante os primeiros meses criamos planos de negócio, estruturamos os detalhes da operação, pensamos em organogramas detalhados, criamos processos complexos. Todo esse planejamento drenou muito tempo e dinheiro, recursos ultra escassos em quase todas as startups. Quando percebemos que éramos reféns desse excesso de planejamento, típico de grandes empresas, resolvemos que era a hora de rasgar o plano de negócios e ir para a rua testar demanda. Ou seja, executar e aprender durante a jornada.”

4 – Calcular custos antes de abrir uma empresa

Afinal, quanto custa abrir o seu futuro negócio? E de quanto dinheiro você vai precisar para não morrer na praia enquanto a empresa não dá lucro? Essas questões representam um grande desafio na vida de um empreendedor: cuidar das finanças empresariais.

Afinal, quanto custa abrir o seu futuro negócio? E de quanto dinheiro você vai precisar para não morrer na praia enquanto a empresa não dá lucro? Essas questões representam um grande desafio na vida de um empreendedor: cuidar das finanças empresariais.

Não saber fazer as contas pode comprometer a viabilidade do seu empreendimento. “A analogia que faço é a da compra um carro novo: junta-se dinheiro para a compra do veículo, mas não se calcula o quanto vai custar a gasolina, a manutenção, o seguro, o IPVA. E, dessa maneira, não se consegue manter o carro. No caso de uma empresa, o famoso plano de negócios é fundamental”, exemplifica Carlos Castro, fundador da marca de sapatos DIEM. Plano de negócios: Saiba com a ContaAzul como elaborar e comece agora Patrocinado

“O que fiz de diferente foi não fazer apenas um plano, mas vários: cada um com um cenário diferente, seja vendendo mais, seja vendendo menos. O último que fiz apresentava vendas nulas e, por meio dele, consegui estimar o quanto precisaria de capital de giro para aguentar um ano.”

João Furlan da Silva Telles, sócio-fundador da empresa de funilaria express ChipsAway Brasil, recomenda também o uso de sistemas que automatizam a maior parte dos cálculos, facilitando a análise mais estratégica da empresa.

Por fim, outro conselho importante é estimar o custo da burocracia e da desconfiança quanto ao seu negócio na hora de calcular o prazo de retorno do investimento.

“O tempo que gastamos para oficializar o projeto nos tomou quatro meses, falando basicamente do processo da abertura da empresa e demais processos junto a advogados, contadores e outros detalhes burocráticos. O empreendedor tem que estar disposto a trabalhar algum tempo sem perspectiva de faturamento”, afirma Paulo Teixeira, fundador do Ndays, e-commerce de produtos perto do prazo de vencimento.

5 – Defender o diferencial do seu produto

Se você está pensando em abrir uma startup, provavelmente se deparará com o desafio de convencer clientes e investidores de que sua ideia tem potencial.

“No início, enfrentei algumas barreiras para que principalmente o varejo compreendesse o diferencial do meu produto. Tive que conquistar um mercado e abrir um nicho de bebidas funcionais nas gôndolas”, afirma Daniel Feferbaum, CEO da WNutritional, fabricante brasileira de bebidas funcionais e orgânicas. “Para contornar essa situação, optamos em focar em uma divulgação por meio de profissionais de saúde que têm conhecimento técnico, pois os consideramos excelentes difusores do conceito das nossas bebidas.”

Para explicar o diferencial de seu produto, Antônio Miranda, CEO da Cuponomia, decidiu formar parcerias não com especialistas influenciadores, mas com os intermediadores do seu negócio: os grandes e-commerces. “Eles passaram a oferecer os códigos promocionais e ver como a estratégia funcionava. Gradativamente, fomos ganhando espaço e agregando valor.”

6 – Tornar sua empresa conhecida no mercado

O desafio de conquistar os primeiros clientes se relaciona a outro obstáculo: tornar seu negócio conhecido para o mercado.

Há várias formas de divulgar seu produto sem ter de pagar por anúncios de preço exorbitante. No caso da Dentpack, empresa de soluções para o mercado odontológico, a alternativa encontrada foi buscar os influenciadores do setor. Marketing digital: Conheça com a WorldSense as principais formas de anunciar na internet Patrocinado

“Eu precisava mostrar para profissionais e estudantes de odontologia que meu produto era funcional, prático e de qualidade. Nós buscamos pessoas influentes no mercado odontológico e enviamos nossos produtos para testes, pedindo que divulgassem feedbacks positivos ou negativos”, afirma Fabricio Figueiredo, sócio-proprietário da Dentpack.

Já a Direito de Ouvir, rede de clínicas de reabilitação auditiva, investiu no marketing digital e em um sistema de relação com consumidores (CRM). “Isso foi fundamental para tornar a marca e os produtos conhecidos. No último ano, a empresa cresceu 85% graças ao trabalho estratégico de conhecer, captar e reter clientes”, explica o CEO Fred Abrahão.

Fonte: http://exame.abril.com.br

Os maiores desafios de quem começa a empreender | Parte II

 

Ontem falamos sobre os desafios de quem começa a empreender e como dividimos em duas partes, seguem as outras dicas:

7 – Saber quando é a hora de pivotar

Um grande desafio que os empreendedores enfrentam no começo da empresa é ter de abandonar o mundo das ideias e paixões e adaptar as atividades do negócio às necessidades de mercado – um movimento conhecido como “pivotar”.

Gustavo Caetano, fundador da distribuidora de vídeos online Samba Tech, dá um exemplo prático sobre o assunto. “Em um momento, a Samba Tech, quando ainda era a Samba Mobile, dominava o mercado de jogos para celular. No outro, já estava perdendo mercado para as grandes empresas de telecomunicações. Arriscar em um novo segmento era a única opção possível”, conta. “O mercado de vídeos online estava começando. Revimos nossa estratégia e apostamos tudo o que tínhamos nele. Deu certo.”

Mas como fazer essa mudança rápida no plano de negócios? Para George Eich, sócio fundador da CoBlue, startup de gestão ágil de performance, o pensamento deve ser “lean” – um termo caro aos empreendedores, que significa “ágil”.

“O foco deve ser sempre em pequenas entregas, simplicidade, testes e muita opinião dos clientes. Eles, aliás, devem ser a força motriz da empresa e não o produto. Quando pensamos o oposto acabamos desenvolvendo soluções para problemas que não existem ou que não são relevantes.”

Pivotando seu negócio, você consegue atingir o sonhado “product market fit”: quando seu negócio e o mercado se encaixam. “Ficamos 90 dias conversando com cada um dos diferentes clientes em potencial, entendendo os ajustes que seriam necessários. Até que conseguimos fechar os primeiros acordos”, explica Eduardo Prange, CEO da plataforma de análise de big data Zeeng.

8 – Conseguir seus primeiros clientes

Um dos desafios mais citados pelos empreendedores foi conseguir as primeiras vendas: é um grande desafio convencer consumidores a adquirirem um produto inovador e recém-lançado no mercado, diante de tanta oferta.

A primeira dica está em apostar no boca a boca – especialmente se seu dinheiro para investir em marketing é curto. “Tínhamos um propósito e abrimos a empresa, mas não tínhamos nenhum cliente”, relata Vitor Souza Bastos, fundador da agência de talentos Tambor. “Antes de partir ativamente para o mercado, acionamos os nossos principais aliados e falamos com toda a nossa rede de relacionamento pessoal. Através de um amigo, com duas semanas de empresa, fechamos nosso primeiro negócio.”

Depois, trace o perfil do seu cliente ideal e tente vender sua solução sem usar nenhuma artimanha, como promoções. “Meu maior desafio quando estava no início de um novo empreendimento foi fazer as primeiras duas ou três vendas com clientes reais e sem descontos”, conta Hugo Bernardo, country manager da empresa de eventos Eventbrite Brasil.

“A solução é falar com o maior número possível de potenciais clientes e entender qual o perfil do seu cliente ideal. Em vez de usar descontos para empurrar seu produto para um cliente que não valoriza sua visão, é mais produtivo encontrar seu nicho e desenvolver novas funcionalidades a partir das necessidades desses clientes-chave.”

Por fim, use seus resultados iniciais para conquistar novos consumidores. “Quando criamos a empresa, as pessoas enxergavam potencial no produto, porém não se sentiam confiantes para investir”, conta Marcelo Lorencin, Presidente e Fundador da Shift, multinacional de softwares para medicina diagnóstica e preventiva. “Para resolver isso, usamos de convencimento, de networking e das métricas do primeiro projeto para comprovar resultados a outras empresas.”

9 – Admitir que você não consegue fazer tudo sozinho

Muitos empreendedores criam seu negócio à sua imagem e semelhança. Porém, como já dito no desafio de pivotar a empresa, nem sempre suas ideias correspondem à realidade. Você pode até querer fazer tudo sozinho, mas precisará delegar tarefas se quiser que seu empreendimento escale.

“Meu maior desafio empreendendo foi enxergar que eu, sozinho, não iria longe. Era preciso que milhões de pessoas acreditassem e participassem da criação do que eu estava propondo, que era transformar o ensino no Brasil. Hoje, enxergo claramente que este é o único caminho para quem deseja criar soluções de alto impacto”, explica Miguel Andorffy, CEO e fundador da Me Salva!, plataforma de ensino.

Conseguir delegar pode, inclusive, salvar muito dinheiro e tempo. “Quando recebemos nosso primeiro aporte eu tinha zero experiência com financeiro. Investi centenas de horas aprendendo, e mesmo assim fiz tudo errado. Resolvi, na segunda rodada, contratar uma pessoa para o financeiro muito melhor do que eu, que me ajudou a estruturar toda empresa. Grande lição que aprendi sobre delegar e confiar”, conta Bruno Ramos, fundador da Eunerd, plataforma que gerencia e conecta profissionais de TI a empresas.

“A solução para esse desafio está intimamente relacionada à capacidade de atrair e montar um grande time”, explica Marcelo Amorim, sócio da gestora de fundos de investimento Bzplan e empreendedor serial.

“Mas, mesmo com uma grande equipe, se o empreendedor não se comprometer a delegar e confiar o problema continuará. E, pior, estará pagando pessoas competentes para elas estarem com uma performance baixa, desmotivadas e sem utilizar todo o potencial identificado no processo de seleção.”

10 – Ter um bom time (sem poder pagar bons salários)

Uma pequena empresa – especialmente uma startup – enfrenta um grande dilema: precisar de colaboradores de ponta para sustentar um crescimento acelerado, mas não ter dinheiro para contratá-los.

“Sem uma receita recorrente alta ou uma boa margem, fica difícil competir na contratação dos melhores talentos. É justamente no começo do crescimento que o negócio mais precisa de equipe qualificada, mas também não tem condições de aumentar seu custo fixo”, explica Lucas Pimenta Judice, fundador da plataforma de conexão entre restaurantes e consumidores Almoço Grátis.

“Quando você cria uma startup o maior desafio é equilibrar o caixa e conseguir reunir um time capaz de executar um planejamento de crescimento acelerado, mas sem muito dinheiro para dar bons salários”, concorda Rodrigo Santos, fundador da rede de escolas de computação Happy Code. Equilíbrio: 8 dicas da ValeCred para um bom planejamento financeiro para PMEs Patrocinado

Tanto para Santos quanto para outros empreendedores que citaram o desafio, a solução é uma: além de engajar as pessoas pelo propósito da startups, oferecer uma participação do negócio (“equity”) pode ser um atrativo que os candidatos não veriam em empresas maiores.

“Temos um modelo de partnership no qual os colaboradores com maior performance têm bônus agressivos e podem se tornar sócios da empresa. Isso já aconteceu com três sócios, que começaram como estagiários”, explica Luan Gabellini, sócio-fundador da startup de software BetaLabs.

Além disso, a startup também oferece como diferencial aos candidatos a chance de se capacitar diretamente com os sócios da empresa.

“Nosso maior desafio foi por muito tempo conseguir profissionais com capacidade para programar nossas soluções e também manter esses profissionais empresa, mesmo disputando com o interesse deles com empresas como Google ou Facebook. Por isso, criamos um modelo de captação de profissionais que encontra jovens talentos através de desafios e treinamos esses profissionais com contato direto dos sócios da empresa.”

11 – Lidar com a competição de empresas grandes

Após todo o trabalho para abrir uma empresa, os obstáculos continuam surgindo: assim que as portas são abertas, a luta contra a concorrência começa. Sua pequena empresa enfrentará não apenas outros pequenos empreendedores, mas gigantes que atuam no mesmo setor que o seu.

“O maior desafio foi criar uma estratégia para inserir a empresa em um mercado já saturado, com grandes players oferecendo serviços similares. O principal detalhe é que não tínhamos verba para isso”, relata Felipe Rodrigues, fundador e CEO da Enviou, startups especializada em automatização de e-mail marketing.

Ana Vitória Cabaleiro, sócia-fundadora da empresa de customização Vitória Cabaleiro, também enfrentou dificuldades de colocar suas bolsas no mercado. “Como nosso público alvo é a classe média e alta, o grande desafio foi ser aceito por eles quando estávamos entrando no mercado da moda. Os brasileiros ainda são muito ligados em nomes de grifes”.

A solução para os dois empreendedores foi fazer parcerias e oferecer condições especiais para os primeiros compradores.

No caso da Enviou, foi preciso abrir diálogo com plataformas de e-commerce, onde as lojas virtuais são montadas. “Precisei mostrar como minha ferramenta seria útil para todas essas lojas virtuais. Foram muitos e-mails trocados e bate papo para convencê-los, pois não tínhamos histórico de atender muitos clientes e éramos totalmente desconhecidos”, diz Rodrigues.

Para a Victória Cabaleiro, funcionou melhor procurar lojas já renomadas e oferecer os produtos em consignação. “Assim, clientes desses lugares passaram a conhecer nossos produtos e valorizá-los por estar em um lugar já de confiança deles. Foi uma maneira de acabar com o bloqueio que sentíamos, mesmo não sendo tão favorável financeiramente.”

12 – Saber planejar e priorizar as atividades do negócio

Na vida de empreendedor iniciante, saber qual tarefa é mais importante dentre tantas responsabilidades é um desafio e tanto. Foi o que viveu Victor Santos, fundador da startup de alimentação saudável Liv Up.

“No geral, as empresas têm recursos limitados e a grande dificuldade para o crescimento saudável do negócio é entender onde a energia da equipe deve ser alocada. O formato que encontramos na Liv Up de lidar com esse desafio é garantir que os times tenham liberdade de agir e tomar decisões, contando com a capacidade de mais gente na resolução de problemas e não apenas centralizando isso em algumas pessoas”, conta.

13 – Conciliar profissional e pessoal e lidar com o estresse

A vida de um empreendedor não é nada fácil: diferente da vida de funcionário, os rumos do negócio estão apenas nas suas mãos – o que inclui sua sobrevivência financeira e também a de sua equipe.

“Um dia você pensa ‘por que não comecei alguns anos atrás?’ e no outro dia você pensa ‘como era boa a vida de empregado’. Os altos e baixos são muito frequentes. A solução para conseguir administrar tudo isso é se permitir chorar, ter alguém para desabafar, aguentar os momentos ruins porque sabemos que dias melhores estão por vir e trabalhar duro com a certeza de que esses resultados virão”, aconselha Jorge Geras, fundador de agência de marketing digital Sinnapse.

O que fazer para reduzir o estresse e conciliar a vida profissional com a pessoal? Para Rodrigo Macedo, fundador da Caldo Natural, a solução foi insistir em ter seu tempo fora dos negócios. “Uma decisão que julgo importante foi não abrir mão da minha vida pessoal, manter hábitos saudáveis, uma rotina de lazer e, claro, de ócio. Esse luxo de desapegar de problemas pequenos me ajudou a clarear as ideias e recuperar minhas energias, obtendo uma nova visão sobre meu negócio.”

Alexandre Rodrigues, CEO e Co-Fundador Evnts, plataforma tecnológica de reservas de hotéis para eventos, também estende os momentos de desestressar à equipe. “Temos metas de desafios pessoais na empresa, que acompanhamos todos os meses por meio de um quadro-resumo. Essas situações podem parecer pequenas ou deixar a impressão que podem ficar para depois, mas na verdade são tão importantes quanto qualquer outra métrica de sucesso que podemos ter.”

Fonte: http://exame.abril.com.br

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